Para nós, o que é educar?

    Como se ensina e como se aprende? Essa é a questão central que norteia a organização do trabalho da Escola Lápis de Cor, que compreende a escola como o lugar de ensinar e aprender, de trocar saberes, interagir com o outro de modo a socializar-se, ampliar o entendimento do mundo e atuar nas diversas situações com autonomia.

    Pedagogia de projetos – experiência concreta e participação em grupo: o caminho para o saber.

    A Escola Lápis de Cor desenvolve um trabalho educativo baseado na prática de elaboração de projetos, onde o aluno vive com autonomia o aprendizado, organizando-se, criando regras de convivência, tornando-se agente cooperativo do seu aprendizado e do grupo.
    A vivência da Pedagogia de Projetos permite à criança a construção do sentido de sua atividade de aluno, engajando-se em seu próprio aprendizado com responsabilidade, revelando seus desejos e conflitos a partir de experimentações.
    Portanto, o grupo de profissionais da Escola Lápis de Cor acredita que ensino e aprendizagem é um processo de construção histórica, coletiva e dinâmica que requer a participação intensa das crianças sob a intervenção do professor que atua visando a superação dos conhecimentos iniciais e a construção do conhecimento formal acumulado pela humanidade a partir de situações que oportunizem ao aluno aprender a aprender, aprender a ser e aprender a fazer, lançando mão dos diversos recursos que dispõe. A capacidade de avaliar o que já sabe e identificar o que ainda precisa assimilar, também constitui-se em uma das prioridades do trabalho que realizamos.
    Na organização do trabalho escolar, seja em projetos ou sequência de atividades, consideramos os seguintes aspectos:

    - contextualização a partir do cotidiano das crianças, possibilitando a ampliação dos saberes;

    - desafio para despertar o interesse das crianças, criar a necessidade de continuar atuando e refletindo sobre a realidade em foco e apresentar a possibilidade de novos desafios e avanços, sobretudo na dinâmica de grupo, quando ocorre a ajuda dos iguais;

    - flexibilidade à realidade das crianças, refletindo a sua linguagem, interesses e necessidades, sem limitar-se aos mesmos;

    - diversidade adequada à heterogeneidade do nível de conhecimento e experiências das crianças;

    - interatividade, de modo a permitir a construção da identidade com auto realização, elevação da estima e da confiança do intercâmbio de experiências e do convívio com todos.

    Desse modo organizamos situações de aprendizagens significativas e que, portanto, possam mobilizar o prazer de aprender, o gosto pelo estudo e a construção de procedimentos necessários ao estudante.

    Tomamos como eixo central a experiência vivida pelas crianças e a sua cultura, as quais determinam os temas, os blocos de conteúdos e a finalidade da aprendizagem. O conhecimento prévio das crianças, assim considerado em sua prática social e circunstâncias culturais, é a nossa maior referência para ensiná-las a pensar, ouvir, falar, questionar, calcular, ler e escrever, construindo assim referenciais para lidar com os desafios surgidos na vida.